Casa Conde

Detalhes do projeto

Ano: 2025
Status: Concluído
Local: Minas Gerais, Brasil

Desenhada a partir do delicado sobrepor de blocos que repousam suavemente sobre o terreno íngreme, a Casa Conde revela-se como uma extensão natural da paisagem. Com mínima intervenção no solo, ela se apoia nas curvas do relevo, conquistando posição privilegiada para contemplar as montanhas em todo seu esplendor.

Conceived through the delicate layering of volumes that gently rest upon the steep terrain, Casa Conde emerges as a natural extension of the landscape. With minimal intervention to the ground, the residence follows the land’s undulating contours, claiming a privileged position to contemplate the surrounding mountains in their full splendor.

A fachada frontal, de presença discreta e quase sussurrada, protege a intimidade dos moradores—um abrigo silencioso frente à rua, onde o acesso se faz por entre sombras e sutilezas. Em contraponto, os fundos da casa desvelam-se amplamente: abrem-se em gestos generosos para o horizonte, abraçando a vista eterna e captando a luz do sol na justa medida.

The front façade, discreet and almost whispered, shields the residents’ privacy—a quiet shelter facing the street, where access is guided through shadows and subtle gestures. In contrast, the rear of the house opens generously to the horizon, embracing the endless views and capturing sunlight in just the right measure.

Ao caminhar por seus interiores, planos e volumes se entrelaçam em uma dança harmônica de cheios e vazios, avanços e recuos. Cada espaço é uma promessa: o respiro dos duplos pés-direitos surpreende; os percursos revelam nuances, ora recolhendo, ora expondo, ora convidando à pausa diante de uma janela que abraça a paisagem.

As one moves through its interiors, planes and volumes intertwine in a harmonious dance of solids and voids, advances and retreats. Each space is a promise: the soaring double-height ceilings offer moments of pause; the circulation reveals nuances—sometimes sheltering, sometimes exposing, sometimes inviting a pause before a window that frames the landscape.

O bloco revestido de madeira, disposto em diagonal, atravessa a composição e amplia a permeabilidade visual e espacial da casa. Flutuando em balanço, ele desafia a rigidez dos volumes, dissolvendo as fronteiras entre o dentro e o fora—como se a arquitetura, em vez de conter, desejasse libertar.

A diagonally placed wooden volume cuts through the composition, enhancing the visual and spatial permeability of the house. Cantilevered and suspended, it challenges the rigidity of the primary forms, dissolving boundaries between inside and out—as if the architecture, rather than constrain, sought to liberate.

No topo, o terraço–rooftop–concentra a exuberância: ali pulsa um heliponto, espaços abertos para festas e celebrações efusivas, áreas de descanso e contemplação, onde o fogo de chão aquece encontros sob o céu aberto e espelhos d’água refletem o entorno, completando os sentidos da natureza. É na combinação de terra, água, fogo e vento que a Casa Conde se experimenta plenamente, tornando-se poesia construída, habitada e sentida.

At the top, the rooftop terrace concentrates exuberance: it houses a helipad, open spaces for festive gatherings, areas for rest and contemplation, where a fire pit warms encounters under the open sky and reflecting pools mirror the surroundings, deepening nature’s presence. In the union of earth, water, fire, and wind, Casa Conde is fully experienced, becoming poetry built, dwelled in, and felt.

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